quinta-feira, 17 de outubro de 2019





                         Outubro, o mês dos gênios do futebol
                                                                                                                                    José Rezende
                Em outubro nasceram os dois maiores gênios do futebol brasileiro e porque não dizer da história do futebol mundial. Um nasceu no dia 18 de outubro de 1933 e o outro veio ao mundo no dia 23 de outubro de 1940. Receberam os nomes de Manoel dos Santos e Edson Arantes do Nascimento.
                
Manoel nasceu em Pau Grande, distrito de Xerém, no Estado do Rio de Janeiro, e Edson, em Três Corações, no sul de Minas Gerais. Ambos ficaram conhecidos no mundo do futebol pelos seus apelidos: Garrincha e Pelé.


Os primeiros chutes do garoto Manoel foram dados nas peladas da Rua dos Caçadores. Fascinado por uma bola, ele sempre arranjava uma desculpa para faltar à Escola Domingos Bebiano, da Fábrica Pau Grande da Cia. América Fabril.

Outra diversão predileta do menino Manoel era caçar passarinhos. Gostava de pegar garrinchas, pequeno pássaro mais conhecido pelo nome de cambaxirra. Rosa, sua irmã, lhe deu o apelido de Garrincha, com o qual ficou conhecido mundialmente.

Os repórteres que estavam presentes ao primeiro treino de Garrincha, no Botafogo, elogiaram o desempenho daquele jovem de 19 anos. O Diário da Noite publicou: “Surgiu uma nova estrela no Botafogo. Sensacional o treino de Gualicho”.  

No início a imprensa o chamou de Gualicho, nome de um cavalo veloz e campeão das corridas no Hipódromo da Gávea. Depois, Garrincha passou a ser um nome obrigatório, escrito e falado, em todos os veículos de comunicação.

Sete anos depois, em Três Corações – Minas Gerais, um garoto se encantou com as atuações do goleiro Bilé, que defendia a meta do São Lourenço, time em que jogava Dondinho, seu pai. Nas peladas o menino Edson se comparava ao seu ídolo. Seus colegas confundiam Bilé com Pelé e com o passar do tempo definitivamente Bilé se transformou em Pelé.

Garrincha e Pelé protagonizaram grandes espetáculos, nas décadas de 50 e 60, nos campeonatos regionais, na seleção brasileira e no exterior. Os confrontos entre Botafogo e Santos eram momentos especiais. Torcedores de outros clubes iam aos jogos dos alvinegros carioca e paulista para verem os dois fantásticos jogadores.

Na seleção brasileira, juntos, conquistaram o primeiro título mundial, na Suécia, em 1958. Em 1962, Pelé se contundiu no jogo contra a Tchecoslováquia, segunda partida da Copa. Garrincha jogou pelos dois e o Brasil chegou ao bicampeonato.

A seleção brasileira teve Pelé e Garrincha no mesmo time em 40 jogos. Foram 36 vitórias e 4 empates. Portanto, o Brasil com Pelé e Garrincha nunca conheceu o dissabor de uma derrota.

De Garrincha, no dia 18 de outubro, fica a lembrança do único e verdadeiro fenômeno do futebol. O Chaplin dos gramados. Os seus dribles encantaram as plateias em todo o mundo. Ele será eternamente a “Alegria do povo”.

Quanto a Pelé, o mais completo jogador que o mundo já viu, temos a felicidade de abraçá-lo no dia 23 de outubro. Na sua última Copa, em 1970, nos gramados mexicanos, nos brindou com lances inesquecíveis.  


Garrincha chegou ao Botafogo em 1953. Ei-lo ao lado de seu descobridor Arati


 Levado ao Santos por Waldemar de Brito, o garoto Pelé com 15 anos dava os primeiros passos na Vila Belmiro, em 1955

Garrincha e Pelé são incomparáveis. Eles são criaturas únicas criadas pelo Criador! Saudades de Garrincha e parabéns a Pelé.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019


 

                       Momentos marcantes da carreira de Castilho

“São Castilho” para a grande torcida tricolor e “leiteiro” para as torcidas adversárias. Para mim o maior ídolo da história do Fluminense. Presenciei atuações fantásticas de Castilho, que fizeram dele o “São Castilho” de todos nós tricolores.

 Assisti também as bolas baterem na trave ou no seu corpo, lances que o transformaram em “leiteiro”, na linguagem popular sortudo, para os que viam nele um obstáculo às vitórias de seus times.

Por 19 anos Castilho defendeu a meta tricolor desde a estréia contra o Fluminense de Pouso Alegre- MG, em 1946, até a última partida, em 1965, diante do Santos, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo.

No dia 27 de novembro de 2018, Carlos José Castilho completaria 91 anos. Nesta oportunidade quero homenageá-lo, mostrando momentos marcantes de sua brilhante trajetória no mundo do futebol.

A estréia no Fluminense

F01 - Murilinho,Mirim, Nanati e Castilho, os quatro primeiros da foto, antes da partida contra o Fluminense de Pouso Alegre,
Minas Gerais, no dia em que Castilho estreou no Fluminense. O tricolor carioca venceu por 4 a 0.

A vitória sobre o “Expresso da Vitória"

F 02 – Na decisão do Torneio Municipal, em 1948, contra o famoso “Expresso da Vitória” do Vasco da Gama, Castilho garantiu o título com grande atuação. O Fluminense venceu por 1 a 0. Castilho e Índio se abraçam após a vitória.

O primeiro jogo na seleção brasileira

F 03 – Convocado por Flávio Costa, Castilho estreou na seleção brasileira contra o Paraguai pela Taça Osvaldo Cruz, em 1950. A partida realizada no estádio do Vasco terminou com a vitória do Brasil por 2 a 0. Antes do jogo vemos Juvenal, Castilho e Nilton Santos.

O primeiro título carioca

F 04 – O Fluminense conquistou o título carioca de 1951 vencendo o Bangu na melhor de três por 1 a 0 e 2 a 0. Castilho foi um dos destaques da equipe dirigida por Zezé Moreira. O goleiro tricolor defende assistido por Pinheiro e Zizinho no primeiro jogo da decisão.

Titular da seleção brasileira

F 05 – Castilho assumiu a posição de titular da seleção brasileira no Pan-Americano, em 1952, no Chile. O Brasil venceu o Panamá na estréia por 5 a 0. Equipe brasileira antes do jogo, no Estádio Nacional do Chile: Djalma Santos, Eli, Nilton Santos, Brandãozinho, Castilho e Pinheiro; Mário Américo, Julinho, Didi, Baltazar, Ademir e Rodrigues.

A conquista da Taça Rio

F 06 – Castilho pratica arrojada defesa diante de Gighia na vitória por 3 a 0 diante do Peñarol. No ano de seu Cinqüentenário, o Fluminense foi campeão da Taça Rio.

O pênalti batido por Ademir

F 07 – Em setembro de 1952, no campeonato carioca, Castilho, em lance que ficou famoso, defendeu o pênalti batido por Ademir na vitória tricolor por 1 a 0.

O sacrifício pelo Fluminense

F 08 – Na campanha do título invicto do Torneio Rio-São Paulo de 1957, o Fluminense não contou com Castilho, que foi substituído por Alberto e Vitor Gonzales. O goleiro tricolor havia machucado o dedo mínimo da mão esquerda ao defender um chute de Pepe num treino da seleção brasileira. O problema com o tempo se agravou e Castilho, contra a vontade dos médicos, optou pela amputação de parte do dedo para abreviar o seu retorno à meta do Fluminense.

Nos braços da torcida

F 09 – Carregado pelos torcedores, Castilho festeja o título antecipado do campeonato carioca de 1959, após a vitória por 2 a 0 sobre o Madureira.

A incrível defesa contra o Palmeiras

F 10 – Em 1960, o Fluminense conquistou pela segunda vez o título do Torneio Rio-São Paulo. Na vitória por 1 a 0 diante do Palmeiras, Castilho praticou um defesa sensacional, que mereceu o cumprimento de Chinezinho, que da entrada da pequena área, cara a cara com o goleiro, chutou forte, rasteiro no canto direito. Tive o privilégio de estar presente no Maracanã.

O último título no Fluminense

F 11 – O último título conquistado por Castilho, no Fluminense, foi o campeonato estadual de 1964, sob o comando técnico de Tim. Castilho e Paulista, chefe da torcida tricolor, se abraçam após a vitória por 3 a 1 sobre o Bangu.



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