sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Oldair, liderança, garra e polivalência


Oldair, liderança, garra e polivalência

Acompanhei a carreira de Oldair Barchi como torcedor, especialmente, quando vestiu a camisa do Fluminense, e no exercício da locução esportiva.

Transmiti muitos jogos de Oldair atuando como meia ponta de lança, volante e lateral esquerdo. Em todas as posições demonstrou sempre muita garra.

Nascido na cidade de São Paulo, Oldair veio ao mundo no dia 1 de julho de 1939 e aos 75 anos nos deixou no último dia 31 de outubro de 2014.

Fez parte do elenco do Palmeiras desde 1959, quando o clube após sensacional vitória por 2 a 1 sobre o Santos conquistou o título paulista. Lembro ter assistido a esse jogo pela televisão com a narração do excelente Raul Tabajara.

No período em que esteve no Palmeiras pouco jogou e por consequência quase não aparecia na mídia. Tanto que quando surgiu o convite de Zezé Moreira para se transferir para o Fluminense, Oldair aceitou de imediato.

No Fluminense, agora dirigido por Tim, Oldair se sagrou campeão estadual em 1964, na equipe em que atuavam o veterano Castilho e o estreante Carlos Alberto Torres.

No ano seguinte, apareceu novamente em sua vida Zezé Moreira, que o levou para o Vasco da Gama. Escalado na lateral esquerda na decisão da Taça Guanabara com o Botafogo, teve a missão de marcar Garrincha, que não era mais o mesmo de outras gloriosas jornadas.

Oldair foi o autor de um dos gols na vitória de 2 a 0 diante do alvinegro. O Vasco conquistou o primeiro título da Taça Guanabara que era disputada separadamente do campeonato estadual.

O bom futebol de Oldair o fez ser lembrado por Vicente Feola para os treinos preparativos da seleção brasileira com vistas a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, sendo posteriormente cortado.

Em 1968, o Vasco se interessou por Buglê, do Atlético Mineiro, envolvendo Oldair da negociação. No clube mineiro, viveu excelente período na sua careira.

Chegou ao título mineiro em 1970. A alegria durou pouco, porque se desentendeu com Yustrich, conhecido pelo apelido de “Homão” pelo físico avantajado e suas atitudes autoritárias.

Tudo mudou para melhor, quando Telê Santana assumiu a direção técnica do Galo. Oldair voltou a ser titular e como capitão da equipe conquistou o campeonato brasileiro de 1971.

No triangular final entre Atlético Mineiro, São Paulo e Botafogo, o time mineiro ganhou do paulista por 1 a 0, gol de Oldair de falta. Com o triunfo do São Paulo sobre o Botafogo, o Atlético Mineiro enfrentou a equipe carioca na final com a vantagem do empate.

Depois que saiu do Atlético Mineiro, Oldair jogou pelo CEUB, de Brasília, encerando a carreira no extinto ESAB, de Contagem, Minas Gerais.

Descanse em paz grande Oldair, que em defesa das camisas dos clubes por onde passou sempre demonstrou muita garra, qualidade que marcou sua trajetória no futebol, além de seu excelente nível técnico.

 Oldair, Edemilson, Márcio, Wilson, Nonô e Pinheiro; Calazães, Walter, Rodrigo, Quarentinha e Escurinho. Uma das formações do Fluminense na temporada de 1962.

 Carlos Alberto, Oldair, Dari, Procópio, Castilho e Altair; Santana (massagista), Edinho, Manoel, Evaldo, Joaquinzinho e Escurinho. Equipe do Fluminense antes da decisão do campeonato estadual de 1963. O tricolor empatou com o Flamengo por 0 a 0 e ficou com o vice campeonato.

 Sob o comando técnico de Tim, o Fluminense se sagrou campeão estadual de 1964. Venceu o Bangu por 1 a 0 e 3 a 1 na série melhor de três. Equipe tricolor antes do segundo jogo: Carlos Alberto, Altair, Oldair, Valdez, Castilho e Procópio; Santana (massagista), Jorginho, Denílson, Amoroso, Joaquinzinho e Gilson Nunes.

                                Em 1965, Mário e Oldair jogaram juntos no Vasco da Gama

 Vasco campeão da Taça Guanabara de 1965: Gainete, Joel, Brito, Maranhão, Fontana e Oldair; Luizinho, Mário, Célio, Lorico e Zezinho.

                           Oldair frente a frente com Garrincha na Taça Guanabara de 1965.

 Durante os preparativos da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1966, Oldair na seleção branca: Murilo, Manga, Brito, Fontana, Oldair e Roberto Dias; Garrincha, Alcindo, Silva, Fefeu e Rinaldo.

O capitão Oldair ergue o troféu de campeão brasileiro de 1971 conquistado pelo Atlético Mineiro.

3 comentários:

  1. Caro Rezende, você que presenciou ao vivo inúmeros jogos memoráveis pode me responder : na década de 60, existiu algum time mais matador que Santos e/ou Botafogo ? Abraços, Carlos

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    Respostas
    1. Prezado Carlos
      Desculpe a demora. Com a inauguração do Mineirão surgiu a excelente equipe do Cruzeiro; em São Paulo, a primeira academia palmeirense entrou para a história.
      Forte abraço
      Rezende

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  2. Todos os jogos da seleção brasileira:
    https://jogosdaselecaobrasileira.wordpress.com/

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